para o XIX Congresso da AJB (Associação Junguiana do Brasil) que será realizado nos dias 08 a 11 de setembro em Gramado.
O Lado Mal Dito de Jung.
Mais informações:
http://www.ijrs.org.br/atividades/simposio2011
Se tiverem interesse entrem em contato conosco para organizarmos um grupo.
ASBAT - Associação Sulbrasileira de Arteterapia
Josiane Paraboni - Arteterapeuta
josiane.paraboni@hotmail.com
quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
POSITIVAÇÃO com MEURIS SEIBEL
O PODER DE UM SONHO
Jesus usava histórias para nos ensinar porque com elas podemos aprender como agir, sem ter que passar pela experiência e o conhecimento fica perpetuado entre aqueles que as contam em qualquer tempo. A história de hoje ouvi a uns quatro anos atrás, em um curso de oratória, dentro de uma empresa do nosso Vale.
Era uma vez uma menina de uns seis anos que vivia com sua mãe, seu pai e seus dois irmãos, mais velhos, mas também crianças, em uma cidade distante. Os tempos estavam difíceis, pois o pai vinha se adoentando cada dia mais e sua mãe, empregada doméstica em uma casa elegante, quase já não dava mais conta de arcar com todas as despesas e os cuidados necessários a todos. Um dia, a mãe forçou-se a vir para o nosso Vale, morar mais próxima a sua própria mãe e familiares que a pudessem ajudar. A mudança foi feita e se aproximava o Natal. Nossa pequena heroína deixou-se contagiar pela inocência e pela mídia e estava resolvida sobre o que ganhar de presente do Papai Noel. Assim, todos os dias ela falava para sua mãe: - Mãe, eu já pedi ao Papai Noel o meu presente. É uma boneca enorme, linda, com cabelos e com roupas para brincar! A menina, porém não entendia porque cada vez que vinha com este assunto, sua mãe chorava. Ela achava que a mãe não acreditava em Papai Noel. Mas, nada importava! Ela acreditava e sabia que ganharia a tal boneca de presente. E a cantinela da menina pela boneca continuava diariamente. Assim, uns dias depois, já era Natal e a mãe não sabia nem mesmo o que servir como ceia em tão linda data. Resolveu que comeriam simplesmente, mas que fariam uma oração a Deus, agradecendo a vinda de Jesus! Pela manhã da véspera natalina, uma visita inesperada chegou: A rica ex-patroa, generosa e preocupada com a nova vida de sua querida empregada trouxe-lhe um porta-malas cheio de presentes para todos! Comidas especiais, roupas e até mesmo brinquedos. E adivinhem só o que a menina ganhou? Sim, sua esperada boneca grande, linda, com cabelos e roupas para brincar! Á partir de então, esta menina cresceu crendo no poder de se desejar ardentemente por algo melhor! Estudiosa, sempre quis mudar de vida. Trabalhou muito, fez faculdade! E procurou e recebeu boas oportunidades. Hoje é bem sucedida em uma empresa e logo ajudou a mãe a comprar sua casa própria. A vida desta moça é um exemplo sobre como agir diante de um desafio como este: Não se abater, acreditar no amor e no poder que tem um sonho! Essa senhora, com seu ato de amor descompromissado mudou a vida te todos naquela família. E a partir desta história você passará a acreditar em Papai Noel? Te convido a ser também um deles! Não só no Natal, mas em todos os momentos que sentir que pode doar algo de si! Eu acredito que assim, nós Seres de Luz mudaremos o mundo!
Jesus usava histórias para nos ensinar porque com elas podemos aprender como agir, sem ter que passar pela experiência e o conhecimento fica perpetuado entre aqueles que as contam em qualquer tempo. A história de hoje ouvi a uns quatro anos atrás, em um curso de oratória, dentro de uma empresa do nosso Vale.
Era uma vez uma menina de uns seis anos que vivia com sua mãe, seu pai e seus dois irmãos, mais velhos, mas também crianças, em uma cidade distante. Os tempos estavam difíceis, pois o pai vinha se adoentando cada dia mais e sua mãe, empregada doméstica em uma casa elegante, quase já não dava mais conta de arcar com todas as despesas e os cuidados necessários a todos. Um dia, a mãe forçou-se a vir para o nosso Vale, morar mais próxima a sua própria mãe e familiares que a pudessem ajudar. A mudança foi feita e se aproximava o Natal. Nossa pequena heroína deixou-se contagiar pela inocência e pela mídia e estava resolvida sobre o que ganhar de presente do Papai Noel. Assim, todos os dias ela falava para sua mãe: - Mãe, eu já pedi ao Papai Noel o meu presente. É uma boneca enorme, linda, com cabelos e com roupas para brincar! A menina, porém não entendia porque cada vez que vinha com este assunto, sua mãe chorava. Ela achava que a mãe não acreditava em Papai Noel. Mas, nada importava! Ela acreditava e sabia que ganharia a tal boneca de presente. E a cantinela da menina pela boneca continuava diariamente. Assim, uns dias depois, já era Natal e a mãe não sabia nem mesmo o que servir como ceia em tão linda data. Resolveu que comeriam simplesmente, mas que fariam uma oração a Deus, agradecendo a vinda de Jesus! Pela manhã da véspera natalina, uma visita inesperada chegou: A rica ex-patroa, generosa e preocupada com a nova vida de sua querida empregada trouxe-lhe um porta-malas cheio de presentes para todos! Comidas especiais, roupas e até mesmo brinquedos. E adivinhem só o que a menina ganhou? Sim, sua esperada boneca grande, linda, com cabelos e roupas para brincar! Á partir de então, esta menina cresceu crendo no poder de se desejar ardentemente por algo melhor! Estudiosa, sempre quis mudar de vida. Trabalhou muito, fez faculdade! E procurou e recebeu boas oportunidades. Hoje é bem sucedida em uma empresa e logo ajudou a mãe a comprar sua casa própria. A vida desta moça é um exemplo sobre como agir diante de um desafio como este: Não se abater, acreditar no amor e no poder que tem um sonho! Essa senhora, com seu ato de amor descompromissado mudou a vida te todos naquela família. E a partir desta história você passará a acreditar em Papai Noel? Te convido a ser também um deles! Não só no Natal, mas em todos os momentos que sentir que pode doar algo de si! Eu acredito que assim, nós Seres de Luz mudaremos o mundo!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
WORKSHOP : O espetáculo do cotidiano: qual teu papel na vida?
ASBAT- ASSOCIAÇÃO SUL BRASILEIRA DE ARTETERAPIA -
Núcleo Porto Alegre, convida:
Coordenação: Ruth Paranhos- Pós Graduação em Arteterapia, Licenciatura em Artes Visuais
ruth.paranhos@hotmail.com
Objetivos:
- Trabalhar através de um processo visual, artístico histórico e artesanal inventivo, o desenvolvimento pessoal
- Conhecer como apareceram as primeiras máscaras através do teatro Grego.
- Estabelecer relações entre o rosto e a máscara. Esconder ou enfrentar?
- Debater sobre a necessidade e dificuldade de um mergulho profundo em si mesmo
Dia: 19/05/11 18:30 às 21:30
Local: CENTRARTE- Núcleo ASBAT Porto Alegre- R. Tomás Flores 134. Bonfim (entre Independência e Osvaldo Aranha/próximo Colégio Rosário)
Informações e Inscrições: centrarte.rs@terra.com.br / 9955.7820 com Gislene Guimarães
Investimento: 10,00
Vagas limitadas: 20
Núcleo Porto Alegre, convida:
Coordenação: Ruth Paranhos- Pós Graduação em Arteterapia, Licenciatura em Artes Visuais
ruth.paranhos@hotmail.com
Objetivos:
- Trabalhar através de um processo visual, artístico histórico e artesanal inventivo, o desenvolvimento pessoal
- Conhecer como apareceram as primeiras máscaras através do teatro Grego.
- Estabelecer relações entre o rosto e a máscara. Esconder ou enfrentar?
- Debater sobre a necessidade e dificuldade de um mergulho profundo em si mesmo
Dia: 19/05/11 18:30 às 21:30
Local: CENTRARTE- Núcleo ASBAT Porto Alegre- R. Tomás Flores 134. Bonfim (entre Independência e Osvaldo Aranha/próximo Colégio Rosário)
Informações e Inscrições: centrarte.rs@terra.com.br / 9955.7820 com Gislene Guimarães
Investimento: 10,00
Vagas limitadas: 20
PositivAÇÃO com Meuris Seibel
Fico encantada com as histórias que ouço nos discursos de formatura dos cursos de Oratória que ministro há doze anos. Acredito que através da convivência, dos exemplos e dos relacionamentos vamos nos melhorando uns aos outros neste caminho terreno de retorno ao Divino. Dizem que os inteligentes aprendem com seus próprios erros e acertos, e os sábios, com os erros e acertos dos outros. A história de hoje fala sobre desfrutar da companhia dos seres amados: Antes que seja tarde... é o relato de um homem jovem, solteiro, filho único, bem sucedido, cujo sonho era comprar o primeiro carro zero quilômetro.
Exatamente quando consegui juntar todo o dinheiro para a compra do meu carro zero tão sonhado, fui apanhado de surpresa por um derrame cerebral sofrido por meu pai. No hospital ele repetia: “- Não me deixem morrer que eu ainda não andei de avião!” Algum tempo depois, ele se recuperou quase que totalmente. Apenas o lado esquerdo apresentava alguma seqüela... Então, peguei o dinheiro que havia economizado e comprei três passagens aéreas para o Rio de Janeiro. Um sonho da minha mãe que também tive a oportunidade de realizar na mesma ocasião em que meu pai realizava o dele: Andar de avião! Ficamos dez dias no Rio de Janeiro, onde tive a oportunidade de paparicá-los e ciceroneá-los pela cidade maravilhosa! Para minha surpresa, meu pai conseguiu subir as escadas do Cristo com a alegria de um menino! Minha mãe e meu pai olhavam- se nos olhos e sorriam o tempo todo. Desfrutamos muito da companhia uns dos outros sempre gratos a Deus por esta incrível oportunidade de convivermos mais um tempo com tamanha qualidade.
Um ano depois, ao sair com meu carro zero Km da agência, lembrei das férias que passamos juntos e que, como filho fará parte das minhas melhores lembranças para sempre! Um carro zero ou qualquer outro bem material estará disponível sempre que eu decidir economizar para adquiri-lo. Mas, meu pai e minha mãe são bênçãos com as quais tenho a felicidade de conviver e, que um dia talvez, já não terei mais perto de mim. Então, se esta linda história puder tocar de alguma forma em seu coração como tocou no meu, diria: - Temos que fazer algo de real valor por nossos pais, ou pelos Seres de Luz que convivem conosco (avós, filhos, irmãos, amigos queridos) que amamos e que representam tanto em nossas vidas, enquanto temos oportunidade porque os verdadeiros premiados sempre seremos NÓS!” Um dia li, que as maiores mudanças de nossas vidas acontecem entre sete minutos e sete dias: A notícia de um prêmio, uma bolsa de estudos, uma doença ou mesmo a morte mudam tudo de uma hora para outra. Às vezes perdemos um tempo precioso de convivência feliz com mágoas, nos ressentindo ou nos culpando por causa das falhas do relacionamento ou diante das fraquezas do ente querido ou das nossas. Isso tem cura! Negue-se a alimentar a mágoa! A ação positiva que cura é mental. Lembrar somente dos bons momentos! Da ajuda recebida, do carinho, dos passeios, dos aprendizados e dos bons tempos já passados juntos. A ferida vai fechando e amor vai florescendo novamente. Porque nenhuma mágoa, fracasso ou culpa, pode ser maior que amor! Te convido a fechar os olhos em algum momento dos sete dias que seguem e lembrar do bem e do bom em relação a alguma pessoa que você precise ou queira melhorar o relacionamento. Deixe o tempo agir na cura e depois me conte o que aconteceu, ok?
meuris@terra.com.br
Exatamente quando consegui juntar todo o dinheiro para a compra do meu carro zero tão sonhado, fui apanhado de surpresa por um derrame cerebral sofrido por meu pai. No hospital ele repetia: “- Não me deixem morrer que eu ainda não andei de avião!” Algum tempo depois, ele se recuperou quase que totalmente. Apenas o lado esquerdo apresentava alguma seqüela... Então, peguei o dinheiro que havia economizado e comprei três passagens aéreas para o Rio de Janeiro. Um sonho da minha mãe que também tive a oportunidade de realizar na mesma ocasião em que meu pai realizava o dele: Andar de avião! Ficamos dez dias no Rio de Janeiro, onde tive a oportunidade de paparicá-los e ciceroneá-los pela cidade maravilhosa! Para minha surpresa, meu pai conseguiu subir as escadas do Cristo com a alegria de um menino! Minha mãe e meu pai olhavam- se nos olhos e sorriam o tempo todo. Desfrutamos muito da companhia uns dos outros sempre gratos a Deus por esta incrível oportunidade de convivermos mais um tempo com tamanha qualidade.
Um ano depois, ao sair com meu carro zero Km da agência, lembrei das férias que passamos juntos e que, como filho fará parte das minhas melhores lembranças para sempre! Um carro zero ou qualquer outro bem material estará disponível sempre que eu decidir economizar para adquiri-lo. Mas, meu pai e minha mãe são bênçãos com as quais tenho a felicidade de conviver e, que um dia talvez, já não terei mais perto de mim. Então, se esta linda história puder tocar de alguma forma em seu coração como tocou no meu, diria: - Temos que fazer algo de real valor por nossos pais, ou pelos Seres de Luz que convivem conosco (avós, filhos, irmãos, amigos queridos) que amamos e que representam tanto em nossas vidas, enquanto temos oportunidade porque os verdadeiros premiados sempre seremos NÓS!” Um dia li, que as maiores mudanças de nossas vidas acontecem entre sete minutos e sete dias: A notícia de um prêmio, uma bolsa de estudos, uma doença ou mesmo a morte mudam tudo de uma hora para outra. Às vezes perdemos um tempo precioso de convivência feliz com mágoas, nos ressentindo ou nos culpando por causa das falhas do relacionamento ou diante das fraquezas do ente querido ou das nossas. Isso tem cura! Negue-se a alimentar a mágoa! A ação positiva que cura é mental. Lembrar somente dos bons momentos! Da ajuda recebida, do carinho, dos passeios, dos aprendizados e dos bons tempos já passados juntos. A ferida vai fechando e amor vai florescendo novamente. Porque nenhuma mágoa, fracasso ou culpa, pode ser maior que amor! Te convido a fechar os olhos em algum momento dos sete dias que seguem e lembrar do bem e do bom em relação a alguma pessoa que você precise ou queira melhorar o relacionamento. Deixe o tempo agir na cura e depois me conte o que aconteceu, ok?
meuris@terra.com.br
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Palestra - Doença Mental Muito Além do Rótulo
18 de maio de 2011
Apresentação
Oportunizar uma discussão acerca da doença mental muito além do rótulo, a partir da apresentação do histórico da doença mental no Brasil, considerando o movimento antimanicomial e as abordagens terapêuticas.
Público-alvo
Acadêmicos de Psicologia, Arteterapia, Artes Visuais, Pedagogia, História, Psicopedagogia, Letras, Enfermagem e demais interessados.
Identificação
• Período: 18 de maio de 2011
• Horário: quarta-feira, das 19h30min às 21h30min
• Carga horária: 2h
• Inscrição: Inscrições até o dia 16/05
• Certificação: não será emitido certificado
• Local: Auditório do prédio Multicolor - Campus II
Realização
• Coordenação: Prof.ª Me. Raquel Maria Rossi Wosiack e Prof.ª Me. Lisiane Machado de Oliveira Menegotto
• Promoção: Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes - ICHLA - Curso de Psicologia e Curso de Pós-graduação em Artetapia
• Organização: Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários - Proacom
Informações Importantes
• - As vagas para os curso/eventos são limitadas.
www.feevale.br
- cursos de extensão
E vale lembrar que as inscrições estão abertas para o
III Congresso Latinoamericano de Arteterapia
IV Congresso do Mercosul de Arteterapia
I Congresso Lusobrasileiro de Arteterapia
TEMA: Arteterapia como Agente de Inserção e Transformação do Ser
12 a 15 de outubro em Ouro Preto - Minas Gerais
www.conginterarteterapia.com.br
Associados da ASBAT terão descontos
entre em contato conosco!
josiane.paraboni@hotmail.com
raquelrossi@feevale.br
Blogs interessantes:
http://potencialidadehumana.blogspot.com
http://positivamente-positivamente.blogspot.com
Apresentação
Oportunizar uma discussão acerca da doença mental muito além do rótulo, a partir da apresentação do histórico da doença mental no Brasil, considerando o movimento antimanicomial e as abordagens terapêuticas.
Público-alvo
Acadêmicos de Psicologia, Arteterapia, Artes Visuais, Pedagogia, História, Psicopedagogia, Letras, Enfermagem e demais interessados.
Identificação
• Período: 18 de maio de 2011
• Horário: quarta-feira, das 19h30min às 21h30min
• Carga horária: 2h
• Inscrição: Inscrições até o dia 16/05
• Certificação: não será emitido certificado
• Local: Auditório do prédio Multicolor - Campus II
Realização
• Coordenação: Prof.ª Me. Raquel Maria Rossi Wosiack e Prof.ª Me. Lisiane Machado de Oliveira Menegotto
• Promoção: Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes - ICHLA - Curso de Psicologia e Curso de Pós-graduação em Artetapia
• Organização: Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários - Proacom
Informações Importantes
• - As vagas para os curso/eventos são limitadas.
www.feevale.br
- cursos de extensão
E vale lembrar que as inscrições estão abertas para o
III Congresso Latinoamericano de Arteterapia
IV Congresso do Mercosul de Arteterapia
I Congresso Lusobrasileiro de Arteterapia
TEMA: Arteterapia como Agente de Inserção e Transformação do Ser
12 a 15 de outubro em Ouro Preto - Minas Gerais
www.conginterarteterapia.com.br
Associados da ASBAT terão descontos
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josiane.paraboni@hotmail.com
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
POSITIVAção com Meuris Seibel
PositivAção é esta nova coluna do Jornal NH, exclusiva para o Vale do Paranhana, com a missão de enaltecer, prestigiar e homenagear pessoas que tiveram ações positivas diante dos desafios da vida. Muitas serão histórias reais vividas ou ouvidas nestes doze anos, qualificando pessoas,através dos cursos de oratória, liderança, atendimento e vendas. Outras virão de entrevistas com empresários, artistas, escritores e gente bem sucedida, que, através de ações valorosas e constantes, obtiveram prosperidade no seu modo de viver. Ou seja, gente que chamo:” Seres de luz, Filhos de Deus”. Importante frisar que nesta coluna, prosperidade quer rimar com felicidade. Hoje vou fazer uma homenagem a um Ser de luz que me ensinou muito e que motivou o título inusitado para esta história: As Agitações do Próprio Rabo (Reflexões sobre nosso inconsciente e seus reflexos no cotidiano). Há uns seis meses atrás encontrei Felícia, minha gatinha recém-nascida, durante uma de minhas caminhadas pelo parque do trabalhador de Taquara e a adotamos como a princesa do nosso lar. Felícia tem uma personalidade de líder. Comanda, tão pequenina, nosso Yorkshire de três anos e nossa gata branca de dois. Carismática e artista, esperta e carinhosa. Quer ser a primeira a atender ao portão antes mesmo do cachorro. Ver tudo em primeira mão e, por isso sobe, desce e corre em grande velocidade por toda a casa. Quer ser cumprimentada por todos que chegam e assim, deita e mostra a barriga na frente das visitas. É pura energia produtiva! Mas, mesmo enquanto está quietinha, tentando dormir seu rabo não pára. Apelidamos seu rabo de inconsciente. Gente!!! Nunca pára!! Às vezes, ao observar algo atentamente é traída pela inquietação do seu próprio rabo. Aí começa uma briga homérica com ele, como se fosse de outro ser a atrapalhar sua caçada. Muito engraçado! Isso me traz uma importante reflexão. O quanto somos agitados em nosso dia-a-dia, por nosso próprio inconsciente (rabo)? Como nos deixamos levar por pensamentos e ações sem sentido, sempre presentes, fazendo agitação, estática, barulho. Esses pensamentos intermitentes são fonte de estresse constante. Tem a ver com aqueles pensamentos de auto-crítica negativos sobre nós mesmos ou sobre os outros, as eternas reclamações, preconceitos, as preocupações (pré-ocupações) que muitas vezes são infundadas ou nunca acontecem de verdade e que causam tremenda ansiedade. Estas idéias “ruminantes”, muitas vezes, impedem nosso crescimento pessoal e profissional. Segundo especialistas repetimos hoje, 70% dos pensamentos de ontem. Como vamos aprender, crescer e realmente mudar para melhor, se pensamos e agimos da mesma forma pela vida a fora? Com esta questão fui em busca de soluções. Então fiz uma especialização em Coaching que ensina como focalizar no resultado que queremos. A grande regra do Coaching que ofereço a vocês, é que pequenas ações simples, focalizadas muitas vezes fáceis e curtas, mas repetidas diariamente por um bom período, tendem a produzir melhores resultados do que grandes e difíceis ações realizadas de vez em quando. Imagine se, diariamente, você que não sabe nada de computadores, em algum momento do dia, tirar quinze minutos para “mexer” nele. Fazer, todos os dias, por 15 minutos, o que você consegue em um pouquinho mais apenas? Depois de um ano, o que isso significaria para o seu conhecimento sobre informática? E isso vale para tudo: controle financeiro, emagrecimento, estudos . Infelizmente, nós os seres humanos, também perdemos um tempo enorme na vida, distraindo-nos com suposições e idéias mirabolantes, tanto quanto a Felícia, se distraia ou mesmo brigava com seu próprio rabo. Convido-o então, a partir de hoje, escolher e fazer uma (1) ação bem simples, mas diária, para melhorar a sua qualidade de vida, ou o seu relacionamento, ou o seu trabalho. Depois, escreva-me contando do seu sucesso!
Meuris Seibel é Coach, Palestrante e Diretora da Qualitae RH, e qualifica pessoas para oratória, liderança, atendimento e vendas, e atende COACHING na sala CRIAR-SE. meuris@terra.com.br
Meuris Seibel é Coach, Palestrante e Diretora da Qualitae RH, e qualifica pessoas para oratória, liderança, atendimento e vendas, e atende COACHING na sala CRIAR-SE. meuris@terra.com.br
terça-feira, 8 de março de 2011
O Arquétipo da Mulher Selvagem

Gostaria de aproveitar o Dia Internacional da Mulher para postar um pequeno trecho de um trabalho que desenvolvi no Congresso Brasileiro de Arteterapia de 2010,onde abordei o Arquétipo da Mulher Selvagem.
A autora Clarissa Pinkola Estés, no livro - MULHERES QUE CORREM COM LOBOS – faz uma comparação das mulheres com os lobos, em função de algumas características que ambos têm em comum, como: a percepção aguçada, o espírito brincalhão, a intuição, o instinto de proteção à matilha, e a grande resistência e coragem. Fala também que a espécie dos lobos foi perseguida assim como as mulheres por “aqueles” que se denominam donos do poder, e por aqueles que acreditavam que essas espécies poderiam ser uma ameaça.
(...) as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus detratores ( PINKOLA, 1994, p. 16).
Com esse olhar, podemos dizer que a natureza da mulher foi reprimida e que hoje ainda as mulheres sofrem, por perderem a sua essência, o seu real valor. Lutamos por igualdade, mas, além disso, o que temos que fazer é mostrar que realmente somos diferentes, com qualidades e características específicas da nossa espécie.
Desta forma é que surge a importância de trabalhar o Arquétipo da Mulher Selvagem, pois, através desse resgate, a mulher volta a reconhecer suas qualidades inatas de sábia, visionária, inspiradora, criadora, inventora, ouvinte e guia, que estimula e sugere, que torna a sua vida mais vibrante, tanto no mundo interior como no exterior. Ao contrário disso, quando a mulher não vive seu arquétipo de Mulher Selvagem, ela se sente insegura, tímida, confusa, impotente e infeliz.
Para realizar esse trabalho de resgate interno, do arquétipo feminino, com base nesse livro, foi utilizado o valor simbólico de diversas histórias, representando como e de que forma a mulher deixa a sua chama interna e o seu impulso natural de vida apagar-se. Visto que, as histórias são como bálsamos medicinais que agem em nós e, sem que se queira, percebe-se seu efeito. Revivemos nosso ser interno através da imaginação, da crença, do sonho, do devaneio e da realidade, ressignificando o que é fundamental, deixando vir à tona o que estava adormecido no inconsciente.
A Mulher Selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber. Ela dispõe do remédio para todos os males. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto o destino ( PINKOLA, 1994,p.26).
Histórias como: “O Barba Azul”, “A Boneca no Bolso: Vasalisa, a sabida”, “O Patinho Feio” e “Os Sapatinhos Vermelhos” são apenas algumas das 19 histórias do Livro, que fazem emergir o que é único e exclusivo da mulher, trabalhando um processo de vida-morte-vida, ou seja, a mulher revive e resgata o que foi reprimido, expressando novamente o seu potencial. Assim, cada história relata questões distintas e de grande significado para a mulher.
E recomendo para todas as mulheres a leitura um dia deste livro: Mulheres que Correm com Lobos, acredito que todas nós de uma forma ou outra iremos se identificar com ele.
FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
2011 - Promete!!!
Olá, pessoal depois de alguns longos dias aqui estamos novamente.
Gostaria de dar as boas vindas aqueles que como eu amam e acreditam na Arteterapia como facilitadora do potencial criativo interno e externo e como fonte de superação e transformação do Ser Pessoal e Profissional.
Nós graduadas e graduandas do Curso de Arteterapia da Universidade Feevale estamos felizes já neste início de ano pelo tão sonhado e esperado reconhecimento do Curso de Arteterapia pelo Mec, com certeza é mais uma conquista da Arteterapia no Brasil.
Este ano também aguardamos ansiosos o III Congresso Latino Americano de Arteterapia, IV Congresso do Mercosul de Arteteterapia e I Congresso Lusobrasileiro de Arteterapia que se realizará em Ouro Preto - Minas Gerais nos dias 12 a 15 de outubro de 2011. O tema principal do Congresso é: Arteterapia como Agente de Inserção e Transformação do Ser.
E a Criarse está de cara nova, com uma equipe interdiscilplinar composta por um Médico, três Psicólogas,um Coach e uma Arteterapeuta.Uma proposta ampla com um trabalho diferenciado e integrado, tendo como objetivo principal: somar olhares, escutas, conhecimentos e técnicas para melhor atender e desenvolver as diversas potencialidades e singularidades do ser.
Como podemos ver 2011 promete!!!
Um grande abraço e muita Luz, Paz, Harmonia, Saúde e Prosperidade para todos!!!
Gostaria de dar as boas vindas aqueles que como eu amam e acreditam na Arteterapia como facilitadora do potencial criativo interno e externo e como fonte de superação e transformação do Ser Pessoal e Profissional.
Nós graduadas e graduandas do Curso de Arteterapia da Universidade Feevale estamos felizes já neste início de ano pelo tão sonhado e esperado reconhecimento do Curso de Arteterapia pelo Mec, com certeza é mais uma conquista da Arteterapia no Brasil.
Este ano também aguardamos ansiosos o III Congresso Latino Americano de Arteterapia, IV Congresso do Mercosul de Arteteterapia e I Congresso Lusobrasileiro de Arteterapia que se realizará em Ouro Preto - Minas Gerais nos dias 12 a 15 de outubro de 2011. O tema principal do Congresso é: Arteterapia como Agente de Inserção e Transformação do Ser.
E a Criarse está de cara nova, com uma equipe interdiscilplinar composta por um Médico, três Psicólogas,um Coach e uma Arteterapeuta.Uma proposta ampla com um trabalho diferenciado e integrado, tendo como objetivo principal: somar olhares, escutas, conhecimentos e técnicas para melhor atender e desenvolver as diversas potencialidades e singularidades do ser.
Como podemos ver 2011 promete!!!
Um grande abraço e muita Luz, Paz, Harmonia, Saúde e Prosperidade para todos!!!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
A Arteterapia e o Processo Criativo
Um aspecto importante quando conceituamos ou trabalhamos com Arteterapia é o processo criativo, visto que, através dos trabalhos plásticos durante o desenvolvimento do trabalho arteterapêutico, o indivíduo entra em contato com seu potencial criativo, com sua capacidade de criar e transformar. Esta força criadora é inata do ser humano e surge a partir de nossa imaginação, desejos ou necessidades. Jung já falava deste impulso criador natural do ser humano a partir da expressão plástica dos conteúdos internos, de imagens do inconsciente, chamando-o de instinto criativo. “Prefiro designar a força criativa como sendo um fator psíquico de natureza semelhante a do instinto” (JUNG apud WOSIACK e BLAUTH, 2007, p. 13).
Este impulso, esta força criadora está certamente aliada à nossa sensibilidade, às percepções e às relações com o mundo interno e externo, bem como, a uma necessidade ou à receptividade que cada um tem, visto que a criatividade se revela à medida que vivenciamos este potencial e que nos abrimos para ele.
Receptivos, estamos atentos, prontos para agir. E nos momentos de inspiração, de insights, quando de repente se interligam sugestões, proposições, avaliações, emoções, e tudo se reformula, vêm-nos uma total presença de espírito e um sentimento de afirmação. Sentimo-nos ativos, e mais participantes do devir (OSTROWER, 1995, p. 19).
Com isso, ainda podemos ver a criatividade como um processo natural e espontâneo ao observar uma criança que desenha e pinta sua lousa ou seu papel de forma livre e solta, desprendida de qualquer limitação ou regra, e dizer então que a criatividade nasce a partir da liberdade de expressão, da sensibilidade e da imaginação ou do simples ato de fazer.
Neste sentido, Fayga Ostrower, em seu livro: Acaso da Criação (1995) fala sobre o processo criativo de dois grandes mestres da arte e da música como:
Wolfang Amadeus Mozart (1756-1791) - Quando estou só, inteiramente só, e de bom humor, digamos viajando numa carruagem, ou passeando depois de uma boa refeição, ou durante a noite quando não consigo dormir, é nestas ocasiões que as idéias fluem melhor e mais abundantemente. De onde vêm e como, nada sei, nem posso forçá-las.
Pablo Picasso (1880-1972) - “O importante na arte não é buscar, é poder encontrar”.
E complementa falando do acaso como um catalisador de potencialidades e de estímulos para a criatividade.
No instante mesmo em que o acaso surge em nossa atenção, já o imbuímos de conteúdos existenciais, ligando-o a certos desejos e esperanças, a uma razão íntima e plenamente significativa para o nosso ser ( OSTROWER, 1995, p. 7).
Baseado nisso podemos dizer que o maior acaso de nossas vidas é nossa própria existência, nossa própria criação e formação, logo nossas potencialidades, nosso modo de sentir e perceber o mundo e as sensações que ele nos oferece relacionando-o com os conteúdos internos que trazemos, faz-nos sair e ir em busca de outros acasos que nos tornarão seres mais capazes de criar e transformar.
Desta forma, Fayga Ostrower, considera a arte: [...] “um caminho válido para as pessoas se desenvolverem através de sua sensibilidade, conscientizarem-se e conhecerem a realidade de sua vida e a do mundo externo”(1995, p.12).
E com isso concluímos que, assim como na arte, o processo criativo é um fator de extrema importância nos trabalhos arteterapêuticos, pois auxilia no resgate e reconhecimento do potencial interno de cada um, da força criadora que todos temos, sendo capazes de transformar e modificar até mesmo a história de nossas vidas.
Este texto foi retirado da monografia:
ARTETERAPIA: UMA ATENÇÃO CRIATIVA FRENTE ÀS SINGULARIDADES HUMANAS - Autora: Josiane
que se encontra no acervo da biblioteca virtual da Universidade Feevale-
www.feevale.br
Este impulso, esta força criadora está certamente aliada à nossa sensibilidade, às percepções e às relações com o mundo interno e externo, bem como, a uma necessidade ou à receptividade que cada um tem, visto que a criatividade se revela à medida que vivenciamos este potencial e que nos abrimos para ele.
Receptivos, estamos atentos, prontos para agir. E nos momentos de inspiração, de insights, quando de repente se interligam sugestões, proposições, avaliações, emoções, e tudo se reformula, vêm-nos uma total presença de espírito e um sentimento de afirmação. Sentimo-nos ativos, e mais participantes do devir (OSTROWER, 1995, p. 19).
Com isso, ainda podemos ver a criatividade como um processo natural e espontâneo ao observar uma criança que desenha e pinta sua lousa ou seu papel de forma livre e solta, desprendida de qualquer limitação ou regra, e dizer então que a criatividade nasce a partir da liberdade de expressão, da sensibilidade e da imaginação ou do simples ato de fazer.
Neste sentido, Fayga Ostrower, em seu livro: Acaso da Criação (1995) fala sobre o processo criativo de dois grandes mestres da arte e da música como:
Wolfang Amadeus Mozart (1756-1791) - Quando estou só, inteiramente só, e de bom humor, digamos viajando numa carruagem, ou passeando depois de uma boa refeição, ou durante a noite quando não consigo dormir, é nestas ocasiões que as idéias fluem melhor e mais abundantemente. De onde vêm e como, nada sei, nem posso forçá-las.
Pablo Picasso (1880-1972) - “O importante na arte não é buscar, é poder encontrar”.
E complementa falando do acaso como um catalisador de potencialidades e de estímulos para a criatividade.
No instante mesmo em que o acaso surge em nossa atenção, já o imbuímos de conteúdos existenciais, ligando-o a certos desejos e esperanças, a uma razão íntima e plenamente significativa para o nosso ser ( OSTROWER, 1995, p. 7).
Baseado nisso podemos dizer que o maior acaso de nossas vidas é nossa própria existência, nossa própria criação e formação, logo nossas potencialidades, nosso modo de sentir e perceber o mundo e as sensações que ele nos oferece relacionando-o com os conteúdos internos que trazemos, faz-nos sair e ir em busca de outros acasos que nos tornarão seres mais capazes de criar e transformar.
Desta forma, Fayga Ostrower, considera a arte: [...] “um caminho válido para as pessoas se desenvolverem através de sua sensibilidade, conscientizarem-se e conhecerem a realidade de sua vida e a do mundo externo”(1995, p.12).
E com isso concluímos que, assim como na arte, o processo criativo é um fator de extrema importância nos trabalhos arteterapêuticos, pois auxilia no resgate e reconhecimento do potencial interno de cada um, da força criadora que todos temos, sendo capazes de transformar e modificar até mesmo a história de nossas vidas.
Este texto foi retirado da monografia:
ARTETERAPIA: UMA ATENÇÃO CRIATIVA FRENTE ÀS SINGULARIDADES HUMANAS - Autora: Josiane
que se encontra no acervo da biblioteca virtual da Universidade Feevale-
www.feevale.br
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O CAMINHO DA PAZ
Percorri caminhos
alguns, escuros e sombrios,
outros alegres e tortuosos.
Fui às entranhas da vida.
Subi e desci lugares.
Andei por espaços vazios
da solidão.
Busquei a realidade
e ao enxergar a imensidão.
Percebi que não sabia mais chorar.
Queria apenas voar.
Soltar a vergonha,
esquecer o medo,
enfrentar a culpa,
deixar o ódio ferver.
Fui até onde meus olhos seguiam,
até meu corpo adoecer.
Fugi da raiva,
perdi o caminho,
deixei a vida florescer.
Foi quando percebi
o quanto era bom viver.
Seguir a estrada
deixando-me envolver.
Sentindo a vida em meu ser.
Sem jamais precisar me esconder.
Josiane Paraboni
alguns, escuros e sombrios,
outros alegres e tortuosos.
Fui às entranhas da vida.
Subi e desci lugares.
Andei por espaços vazios
da solidão.
Busquei a realidade
e ao enxergar a imensidão.
Percebi que não sabia mais chorar.
Queria apenas voar.
Soltar a vergonha,
esquecer o medo,
enfrentar a culpa,
deixar o ódio ferver.
Fui até onde meus olhos seguiam,
até meu corpo adoecer.
Fugi da raiva,
perdi o caminho,
deixei a vida florescer.
Foi quando percebi
o quanto era bom viver.
Seguir a estrada
deixando-me envolver.
Sentindo a vida em meu ser.
Sem jamais precisar me esconder.
Josiane Paraboni
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
IX CONGRESSO BRASILEIRO DE ARTETERAPIA
Foi um sucesso o IX Congresso Brasileiro de Arteterapia que aconteceu em São Paulo nos dias 07 a 11 de outubro de 2010.
Com grande alegria, nós arteterapeutas, podemos ver e sentir de perto a riqueza dos trabalhos de Arteterapia que estão acontecendo em todo o Brasil e perceber o quanto a Arteterapia cresceu nesses últimos anos, principalmente nas áreas das humanas e da saúde. A regulamentação da profissão agora está na reta final e acredita-se que até 2012 já teremos nossa profissão reconhecida a nível nacional.
Parabéns Arteterapeutas pelo trabalho, dedicação e especialmente por acreditarem numa proposta de trabalho diferenciado, que beneficia a todos, independente da classe social, de patologias e de situações que surgem no decorrer da vida.
Sou feliz de ser e poder dizer que Sou Arteterapeuta!
Abraço!
Josiane Paraboni
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
RESISTÊNCIA X RESILIÊNCIA
RESISTÊNCIA
Ser resistente é bom quando essa resistência é uma força que defende o organismo do desgaste de uma doença, cansaço ou fome. Mas quando a resistência passa a ser um comportamento que vai contra mudanças, dificuldades de aceitação e reconhecimento de fragilidades, tanto dos outros como de si mesmo, ela se torna doentia e impede o crescimento pessoal. A pessoa não consegue ceder, ser flexível. No sentido original da palavra – resistência: é uma força que se opõe a outra, que não cede a outra, é rígida, incapaz de ceder. O que faz com que a pessoa resistente não saia do “ seu” mundo, não consiga perceber que faz parte de um todo.
A resistência é um bloqueio, uma força contra qualquer caminho de evolução. Além disso, dificulta a vida social, na escola, no trabalho, nos relacionamentos e na família.
RESILIÊNCIA
A Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Hoje também, este termo está relacionado ao comportamento humano, ou seja, a pessoa resiliente é a pessoa que tem a capacidade de retornar ao seu equilibrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse ocasionado por diversos motivos como: acidente, perdas,trabalho.
A pessoa resiliente, por natureza, tem uma visão mais positiva diante da vida e dos momentos de dificuldade, lida com os obstáculos como se fossem oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal.
Resistência x Resiliência
Duas palavras parecidas, porém com significados tão distintos.
E mesmo que a primeira ideia, da palavra Resistência, passe um sentido de força e de poder, a outra, a Resiliência, que parece frágil e" dobrável", é a mais importante e fundamental para a vida.
Ser resistente é bom quando essa resistência é uma força que defende o organismo do desgaste de uma doença, cansaço ou fome. Mas quando a resistência passa a ser um comportamento que vai contra mudanças, dificuldades de aceitação e reconhecimento de fragilidades, tanto dos outros como de si mesmo, ela se torna doentia e impede o crescimento pessoal. A pessoa não consegue ceder, ser flexível. No sentido original da palavra – resistência: é uma força que se opõe a outra, que não cede a outra, é rígida, incapaz de ceder. O que faz com que a pessoa resistente não saia do “ seu” mundo, não consiga perceber que faz parte de um todo.
A resistência é um bloqueio, uma força contra qualquer caminho de evolução. Além disso, dificulta a vida social, na escola, no trabalho, nos relacionamentos e na família.
RESILIÊNCIA
A Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Hoje também, este termo está relacionado ao comportamento humano, ou seja, a pessoa resiliente é a pessoa que tem a capacidade de retornar ao seu equilibrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse ocasionado por diversos motivos como: acidente, perdas,trabalho.
A pessoa resiliente, por natureza, tem uma visão mais positiva diante da vida e dos momentos de dificuldade, lida com os obstáculos como se fossem oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal.
Resistência x Resiliência
Duas palavras parecidas, porém com significados tão distintos.
E mesmo que a primeira ideia, da palavra Resistência, passe um sentido de força e de poder, a outra, a Resiliência, que parece frágil e" dobrável", é a mais importante e fundamental para a vida.
domingo, 15 de agosto de 2010
O quanto sabemos ouvir o outro?
Texto de Rubens Alves
ESCUTATÓRIA
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade...
A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração..... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor... Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança... Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos..... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades. Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado. Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar... Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto. (Rubem Alves)
ESCUTATÓRIA
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade...
A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração..... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor... Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança... Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos..... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades. Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado. Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar... Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto. (Rubem Alves)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
CURSO DE CREATIVIDAD Y HUMOR
Estive participando do curso de Criatividade e Humor que ocorreu em Ponte de Lima em Portugal nos dias 19 à 24 de julho. E posso dizer que foi de grande valia, pois pude observar o quanto a criatividade aliada ao humor pode ser promotora de saúde e bem-estar. Sorrir, descontrai, é um ótimo remédio, alivia a alma e aquece o coração e a vida da gente. Acredito que o riso deveria estar presente em todos os processos terapêuticos, arteterapêuticos ou psicoterapêuticos. Mas fico perguntando-me o quanto nós profissionais estamos preparados e nos dispomos também a ter uma postura mais solta e descontraída para, a partir disso, podermos auxiliar realmente o outro a rir e “ser feliz”?
sexta-feira, 9 de julho de 2010
ESPIRAL DA VIDA
RESUMO
A Espiral da vida é uma meditação ativa que trabalha: a mente, o corpo, a energia, além de comportamentos que adquirimos conforme as vivências que temos desde o nascimento e de que forma isso foi assimilado e registrado em nosso inconsciente influenciando nossa identidade, comportamentos e atitudes. O trabalho é realizado através de uma mandala humana com o objetivo de vivenciar o autoconhecimento vinculado as estruturas de caráter. É o encontrar-se e ao mesmo tempo o sair de si mesmo por meio de um novo caminho construído pelos próprios desejos, sentimentos e percepções.
Palavras-chave: Autoconhecimento. Espiral. Meditação Ativa
A idéia deste trabalho surgiu a partir do estudo de couraças, que segundo Reich, forma-se em nosso corpo conforme as vivências que tivemos desde o nascimento influenciando inconscientemente a construção de nossa identidade, personalidade, comportamentos e atitudes.
Essas couraças são formadas a partir de bloqueios energéticos gerados em função de traumas, emoções contidas, sentimentos e desejos reprimidos.
A expressão das emoções concernentes ao verdadeiro self é reprimida ao longo de toda infância. O corpo assume o comando dessa repressão através de tensões crônicas, que se tornam inconscientes e se perpetuam na adolescência e na idade adulta (VOLPI & VOLPI, 2003, p.20).
Segundo a bioenergética o ser humano possui uma natureza primária que é composta de sua essência, e outra secundária que se compõe à medida de nossas vivências e das circunstâncias que vão surgindo ao longo da vida. Essas duas naturezas também são chamadas de: verdadeiro self e falso self.
Na grande maioria das pessoas, a expressão do verdadeiro self está bloqueada, dando lugar ao que se denomina então falso self, o qual se adapta às demandas do mundo externo, ou seja, à educação moralista, e que se torna a identidade pessoal (VOLPI & VOLPI, 2003, p. 20).
Partindo desse estudo, Alexander Lowen caracterizou a influência da formação das couraças sobre as estruturas de caráter do homem, denominando especificadamente cinco tipos de estruturas de caráter: esquizóide, oral, psicopático, masoquista e rígido, que abordo nesse trabalho, baseado no livro de José Henrique Volpi e Sandra Mara Volpi, Reich: A Análise Bioenergética.
ESTRUTURAS DE CARÁTER SEGUNDO A ANÁLISE BIOENERGÉTICA
Estrutura de Caráter Esquizóide
Idade: entre zero e seis meses.
Fase: Ocular, relacionada à etapa de sustentação.
Experiência emocional básica: rejeição
Trauma: o esquizóide não se sente amado, desejado no seu corpo e no seu mundo.
Funcionamento básico: há uma desconexão com as emoções, prefere buscar a resolução dos problemas pelo intelecto. Esta desconexão também é assimilada pelo corpo aparentando assimetrias na postura corporal. A pessoa vai vivendo, de forma não intensa, sem acreditar muito na vida e nas pessoas. O aspecto geral é de enrijecimento.
Terapia e psicoterapia: auxiliar no resgate da autoconfiança fortalecendo seus limites e o funcionamento de um ego saudável, potencializando desta forma seu próprio ser.
Estrutura de Caráter Oral
Idade: entre os seis e os 18 meses.
Fase: da incorporação.
Trauma: acredita ser a criança abandonada.
Experiência emocional básica: privação.
Funcionamento básico: normalmente é aquele ser dependente ou no oposto super independente, com uma necessidade de chamar a atenção, e de receber aprovação. Sente medo da solidão, do abandono. O corpo apresenta um tônus muscular fragilizado, de pouca sustentação.
Terapia e psicoterapia: buscar a aceitação da realidade, trabalhando as raivas e os medos, desenvolvendo sua própria sustentação.
Estrutura de Caráter Psicopático
Idade: entre um ano e meio e dois anos de idade.
Fase: anal
Trauma: sedução e invasão pelo genitor do sexo oposto.
Experiência emocional básica: sedução.
Funcionamento básico: um comportamento manipulador e controlador, nega seus próprios sentimentos e o dos outros. Sua postura corporal apresenta um peito inflado, olhos controladores. Possui um medo de perder o controle, compensando o medo na auto-elevação e afirmação de si mesmo.
Terapia e psicoterapia: trabalhar a conscientização de um ser que faz parte de um todo, de uma humanidade, reconhecendo sentimentos, valores e fragilidades.
Estrutura de Caráter Masoquista
Idade: um ano e meio e dois anos e meio de idade.
Fase: anal (retentiva), que corresponde à etapa da produção.
Trauma: é a criança submetida, vencida, com uma mãe que sufoca que exige a troca do amor pela obediência.
Experiência emocional básica: humilhação.
Funcionamento básico: normalmente o masoquista aparenta ser agradável com um comportamento passivo. Sua raiva contida se transforma em reclamações e sofre de uma pressão interna pela sobrecarga que leva. Em função disso, apresenta um corpo entroncado com uma respiração de cansaço.
Terapia e psicoterapia: desenvolver a auto-expressão criativa e a auto-afirmação, o dizer não e a permissão de sua própria felicidade.
Estrutura de Caráter Rígido
Idade: entre os quatro e seis anos de idade.
Fase: fálica, que corresponde à etapa de identificação.
Trauma: rejeição sexual, sentida como traição.
Experiência emocional básica: traição.
Funcionamento básico: o rígido sente um medo de ser rejeitado prefere não se envolver amorosamente para não sofrer, há uma negação de sentimentos em relação ao outro. Cria então uma auto-valorização do seu próprio corpo através da performance. Seu corpo aparenta ser forte como uma armadura, inconscientemente para não se deixar envolver e sofrer.
Terapia e psicoterapia: trabalhar questões de autocontrole, possibilidades de criar vínculos voltando-se para novos desejos, sentimentos e relações.
Assim, tendo em vista esta relação, entre a formação de couraças e as estruturas de caráter, Lowen salientou a importância de vivências corporais no resgate das emoções contidas para uma mudança de estrutura de caráter.
“Se se deseja mudar o caráter, não basta falar a respeito de sensações. Elas precisam ser experimentadas e expressas. O corpo deve se libertar de suas tensões crônicas e de suas constrições, para que a pessoa sinta-se liberada do destino que representam” (LOWEN apud VOLPI & VOLPI, 2003, p. 61).
Essas vivências corporais normalmente podem ser realizadas através de movimentos com o corpo, de técnicas de respiração, do grounding e de meditação ativa. Ao praticar esses exercícios a pessoa entra em contato com sua própria energia, suas emoções, desejos e sentimentos reprimidos, desbloqueando traumas e eliminando couraças, proporcionando uma mudança de padrões de comportamento e naturalmente uma melhora na qualidade de vida.
O aumento do nível de energia, através da respiração e dos movimentos proporciona a auto-expressão e restaura o fluxo de sentimentos corporais. A atuação se dá sobre o funcionamento energético atual do indivíduo e sobre sua história de vida (VOLPI & VOLPI, 2003, p. 22).
Dentre essas práticas corporais destaca-se nesse trabalho a meditação ativa, como meio de transformação de estruturas de caráter.
MEDITAÇÃO ATIVA
A meditação ativa é a soma: do movimento, da respiração, da concentração e da contemplação de si mesmo. É um trabalho de expansão, de liberação de tensões, e ao mesmo tempo de imersão, de reflexão e de autoconhecimento que contribui para o fortalecimento de energia, para o desenvolvimento da criatividade e percepção tanto de si mesmo quanto do mundo externo.
De acordo com a musicoterapeuta, Isabel Dreyfuss:
“Meditar aprofunda o conhecimento que temos de nós mesmos; é uma ferramenta para expressar as emoções e para entrar em contato com quem somos de verdade” (www.escoladarainha.com.br, acesso em: 14 de abril de 2010).
Com isso, a proposta da meditação ativa em forma de espiral proporciona trabalhar aspectos do inconsciente, como: o principio da vida, o movimento, as relações, o sair em busca de si mesmo e de novas aspirações e comportamentos. A dinâmica da espiral representa simbolicamente, a dinâmica do universo: a roda do tempo, os ciclos, o andar, o parar e o recomeçar.
Com base nas palavras de Lowen:
A vida não é uma operação passiva. Um organismo tem de se abrir e sair em busca daquilo que precisa para poder obtê-lo (LOWEN, 1975, p. 116).
Desta forma, acredita-se que a meditação ativa da Espiral da Vida possa ser um meio da pessoa criar este movimento, buscar-se e se autoconhecer tomando consciência de si mesmo e de sua relação com o mundo externo fazendo um novo registro e mudando até mesmo, o rumo de sua história.
REFERÊNCIAS:
VOLPI, J. H. & S. M. Reich: a análise bioenergética. Curitiba: Centro Reichiano, 2003.
LOWEN, Alexander. Bioenergética. São Paulo: Summus, 1982.
DREYFUSS, Isabel. Meditação. Disponível em: www.escoladarainha.com.br. Acesso em: 14 de abril de 2010.
A Espiral da vida é uma meditação ativa que trabalha: a mente, o corpo, a energia, além de comportamentos que adquirimos conforme as vivências que temos desde o nascimento e de que forma isso foi assimilado e registrado em nosso inconsciente influenciando nossa identidade, comportamentos e atitudes. O trabalho é realizado através de uma mandala humana com o objetivo de vivenciar o autoconhecimento vinculado as estruturas de caráter. É o encontrar-se e ao mesmo tempo o sair de si mesmo por meio de um novo caminho construído pelos próprios desejos, sentimentos e percepções.
Palavras-chave: Autoconhecimento. Espiral. Meditação Ativa
A idéia deste trabalho surgiu a partir do estudo de couraças, que segundo Reich, forma-se em nosso corpo conforme as vivências que tivemos desde o nascimento influenciando inconscientemente a construção de nossa identidade, personalidade, comportamentos e atitudes.
Essas couraças são formadas a partir de bloqueios energéticos gerados em função de traumas, emoções contidas, sentimentos e desejos reprimidos.
A expressão das emoções concernentes ao verdadeiro self é reprimida ao longo de toda infância. O corpo assume o comando dessa repressão através de tensões crônicas, que se tornam inconscientes e se perpetuam na adolescência e na idade adulta (VOLPI & VOLPI, 2003, p.20).
Segundo a bioenergética o ser humano possui uma natureza primária que é composta de sua essência, e outra secundária que se compõe à medida de nossas vivências e das circunstâncias que vão surgindo ao longo da vida. Essas duas naturezas também são chamadas de: verdadeiro self e falso self.
Na grande maioria das pessoas, a expressão do verdadeiro self está bloqueada, dando lugar ao que se denomina então falso self, o qual se adapta às demandas do mundo externo, ou seja, à educação moralista, e que se torna a identidade pessoal (VOLPI & VOLPI, 2003, p. 20).
Partindo desse estudo, Alexander Lowen caracterizou a influência da formação das couraças sobre as estruturas de caráter do homem, denominando especificadamente cinco tipos de estruturas de caráter: esquizóide, oral, psicopático, masoquista e rígido, que abordo nesse trabalho, baseado no livro de José Henrique Volpi e Sandra Mara Volpi, Reich: A Análise Bioenergética.
ESTRUTURAS DE CARÁTER SEGUNDO A ANÁLISE BIOENERGÉTICA
Estrutura de Caráter Esquizóide
Idade: entre zero e seis meses.
Fase: Ocular, relacionada à etapa de sustentação.
Experiência emocional básica: rejeição
Trauma: o esquizóide não se sente amado, desejado no seu corpo e no seu mundo.
Funcionamento básico: há uma desconexão com as emoções, prefere buscar a resolução dos problemas pelo intelecto. Esta desconexão também é assimilada pelo corpo aparentando assimetrias na postura corporal. A pessoa vai vivendo, de forma não intensa, sem acreditar muito na vida e nas pessoas. O aspecto geral é de enrijecimento.
Terapia e psicoterapia: auxiliar no resgate da autoconfiança fortalecendo seus limites e o funcionamento de um ego saudável, potencializando desta forma seu próprio ser.
Estrutura de Caráter Oral
Idade: entre os seis e os 18 meses.
Fase: da incorporação.
Trauma: acredita ser a criança abandonada.
Experiência emocional básica: privação.
Funcionamento básico: normalmente é aquele ser dependente ou no oposto super independente, com uma necessidade de chamar a atenção, e de receber aprovação. Sente medo da solidão, do abandono. O corpo apresenta um tônus muscular fragilizado, de pouca sustentação.
Terapia e psicoterapia: buscar a aceitação da realidade, trabalhando as raivas e os medos, desenvolvendo sua própria sustentação.
Estrutura de Caráter Psicopático
Idade: entre um ano e meio e dois anos de idade.
Fase: anal
Trauma: sedução e invasão pelo genitor do sexo oposto.
Experiência emocional básica: sedução.
Funcionamento básico: um comportamento manipulador e controlador, nega seus próprios sentimentos e o dos outros. Sua postura corporal apresenta um peito inflado, olhos controladores. Possui um medo de perder o controle, compensando o medo na auto-elevação e afirmação de si mesmo.
Terapia e psicoterapia: trabalhar a conscientização de um ser que faz parte de um todo, de uma humanidade, reconhecendo sentimentos, valores e fragilidades.
Estrutura de Caráter Masoquista
Idade: um ano e meio e dois anos e meio de idade.
Fase: anal (retentiva), que corresponde à etapa da produção.
Trauma: é a criança submetida, vencida, com uma mãe que sufoca que exige a troca do amor pela obediência.
Experiência emocional básica: humilhação.
Funcionamento básico: normalmente o masoquista aparenta ser agradável com um comportamento passivo. Sua raiva contida se transforma em reclamações e sofre de uma pressão interna pela sobrecarga que leva. Em função disso, apresenta um corpo entroncado com uma respiração de cansaço.
Terapia e psicoterapia: desenvolver a auto-expressão criativa e a auto-afirmação, o dizer não e a permissão de sua própria felicidade.
Estrutura de Caráter Rígido
Idade: entre os quatro e seis anos de idade.
Fase: fálica, que corresponde à etapa de identificação.
Trauma: rejeição sexual, sentida como traição.
Experiência emocional básica: traição.
Funcionamento básico: o rígido sente um medo de ser rejeitado prefere não se envolver amorosamente para não sofrer, há uma negação de sentimentos em relação ao outro. Cria então uma auto-valorização do seu próprio corpo através da performance. Seu corpo aparenta ser forte como uma armadura, inconscientemente para não se deixar envolver e sofrer.
Terapia e psicoterapia: trabalhar questões de autocontrole, possibilidades de criar vínculos voltando-se para novos desejos, sentimentos e relações.
Assim, tendo em vista esta relação, entre a formação de couraças e as estruturas de caráter, Lowen salientou a importância de vivências corporais no resgate das emoções contidas para uma mudança de estrutura de caráter.
“Se se deseja mudar o caráter, não basta falar a respeito de sensações. Elas precisam ser experimentadas e expressas. O corpo deve se libertar de suas tensões crônicas e de suas constrições, para que a pessoa sinta-se liberada do destino que representam” (LOWEN apud VOLPI & VOLPI, 2003, p. 61).
Essas vivências corporais normalmente podem ser realizadas através de movimentos com o corpo, de técnicas de respiração, do grounding e de meditação ativa. Ao praticar esses exercícios a pessoa entra em contato com sua própria energia, suas emoções, desejos e sentimentos reprimidos, desbloqueando traumas e eliminando couraças, proporcionando uma mudança de padrões de comportamento e naturalmente uma melhora na qualidade de vida.
O aumento do nível de energia, através da respiração e dos movimentos proporciona a auto-expressão e restaura o fluxo de sentimentos corporais. A atuação se dá sobre o funcionamento energético atual do indivíduo e sobre sua história de vida (VOLPI & VOLPI, 2003, p. 22).
Dentre essas práticas corporais destaca-se nesse trabalho a meditação ativa, como meio de transformação de estruturas de caráter.
MEDITAÇÃO ATIVA
A meditação ativa é a soma: do movimento, da respiração, da concentração e da contemplação de si mesmo. É um trabalho de expansão, de liberação de tensões, e ao mesmo tempo de imersão, de reflexão e de autoconhecimento que contribui para o fortalecimento de energia, para o desenvolvimento da criatividade e percepção tanto de si mesmo quanto do mundo externo.
De acordo com a musicoterapeuta, Isabel Dreyfuss:
“Meditar aprofunda o conhecimento que temos de nós mesmos; é uma ferramenta para expressar as emoções e para entrar em contato com quem somos de verdade” (www.escoladarainha.com.br, acesso em: 14 de abril de 2010).
Com isso, a proposta da meditação ativa em forma de espiral proporciona trabalhar aspectos do inconsciente, como: o principio da vida, o movimento, as relações, o sair em busca de si mesmo e de novas aspirações e comportamentos. A dinâmica da espiral representa simbolicamente, a dinâmica do universo: a roda do tempo, os ciclos, o andar, o parar e o recomeçar.
Com base nas palavras de Lowen:
A vida não é uma operação passiva. Um organismo tem de se abrir e sair em busca daquilo que precisa para poder obtê-lo (LOWEN, 1975, p. 116).
Desta forma, acredita-se que a meditação ativa da Espiral da Vida possa ser um meio da pessoa criar este movimento, buscar-se e se autoconhecer tomando consciência de si mesmo e de sua relação com o mundo externo fazendo um novo registro e mudando até mesmo, o rumo de sua história.
REFERÊNCIAS:
VOLPI, J. H. & S. M. Reich: a análise bioenergética. Curitiba: Centro Reichiano, 2003.
LOWEN, Alexander. Bioenergética. São Paulo: Summus, 1982.
DREYFUSS, Isabel. Meditação. Disponível em: www.escoladarainha.com.br. Acesso em: 14 de abril de 2010.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
TEIA DO UINIVERSO
ENTRE O CÉU E A TERRA
EXISTEM MUITAS COISAS
ALGUMAS BOAS, OUTRAS RUINS
ALGUMAS EXPLÍCITAS, OUTRAS OCULTAS
ALGUMAS TOCAMOS, OUTRAS NEM QUEREMOS OLHAR
E ENTRE ESSE CÉU E ESSA TERRA
É QUE VAMOS FORMANDO NOSSA TEIA DA VIDA
E A VAMOS LIGANDO A TEIA MAIOR
QUE É ESTE UNIVERSO A NOSSA VOLTA
CONSTRUÍMOS ESTA TEIA
ATRAVÉS DE NOSSAS AMIZADES,
AMORES, AFINIDADES, E DECEPÇÕES...
SÃO OS CAMINHOS QUE LEVAM
A OUTROS CAMINHOS
E POR ESSES CAMINHOS VAMOS NOS ENCONTRANDO,
ORA AMANDO, ORA ODIANDO
ORA SORRINDO, ORA CHORANDO
SÃO OS OPOSTOS QUE DÃO SENTIDO A NOSSA VIDA
E O QUE REALMENTE IMPORTA...
É SABER QUE FAZEMOS TODOS PARTE DESTA MESMA HISTÓRIA.
EXISTEM MUITAS COISAS
ALGUMAS BOAS, OUTRAS RUINS
ALGUMAS EXPLÍCITAS, OUTRAS OCULTAS
ALGUMAS TOCAMOS, OUTRAS NEM QUEREMOS OLHAR
E ENTRE ESSE CÉU E ESSA TERRA
É QUE VAMOS FORMANDO NOSSA TEIA DA VIDA
E A VAMOS LIGANDO A TEIA MAIOR
QUE É ESTE UNIVERSO A NOSSA VOLTA
CONSTRUÍMOS ESTA TEIA
ATRAVÉS DE NOSSAS AMIZADES,
AMORES, AFINIDADES, E DECEPÇÕES...
SÃO OS CAMINHOS QUE LEVAM
A OUTROS CAMINHOS
E POR ESSES CAMINHOS VAMOS NOS ENCONTRANDO,
ORA AMANDO, ORA ODIANDO
ORA SORRINDO, ORA CHORANDO
SÃO OS OPOSTOS QUE DÃO SENTIDO A NOSSA VIDA
E O QUE REALMENTE IMPORTA...
É SABER QUE FAZEMOS TODOS PARTE DESTA MESMA HISTÓRIA.
terça-feira, 18 de maio de 2010
O Arquétipo das Deusas
De acordo coma teoria Junguiana, as Deusas são arquétipos, fontes primordiais dos nossos padrões femininos de pensamentos, sentimentos e instintos. Quando a energia de uma deusa desponta em nossa vida, um grande rebuliço se instala no interior da mulher, Um tempo de transformação é vivenciado. Momentos de mudança e de revisão de antigos padrões expressam a necessidade de redimensionar sentimentos e percepções.
ARTEMIS: filha de Zeus e de Latona(leto), Ártemis é a irmã gêmea de Apolo. Virgem severa e vingativa, indomável, aparece na mitologia como o oposto de Afrodite. Protetora, embora temível, por vezes, Ártemis reina igualmente sobre o mundo humano, onde preside ao nascimento e desenvolvimento dos seres.Dela fizeram uma Deusa Lunar, vagando como a Lua e brincando com as montanhas, ao passo que seu irmão gêmeo, Apolo, tornou-se um deus solar. Ártemis também está ligada ao ciclo de símbolos da fecundidade. Ártemis, uma deusa da natureza, em sua forma virgem ou indomada. Permanece próxima dos animais e da caça. Rege a vida dos instintos. Enfatiza o corpo e se volta às atividades físicas. É muito prática em suas ações. Não tem um companheiro ou um amante, está mais propensa a trabalhar na solidão. Gosta de viver perto da terra. Preciso de um estilo de vida independente. O casamento não é algo que busque, mas será tolerado se sua liberdade for respeitada. Aos olhos de certos psicanalistas, Ártemis simbolizaria o aspecto ciumento, dominador e castrador da mãe.
ATENA: deusa da fecundidade e da sabedoria; virgem, protetora das crianças; guerreira, inspiradora das artes e dos trabalhos da paz. Rege tudo que se relaciona com a civilização: a tecnologia, a ciência, as artes literárias, a educação e a vida intelectual. Para a mulher moderna, guia todos os aspectos de sua profissão. Seu lado sombra se expressa na executiva bem-sucedida que dedica o tempo todo ao trabalho deixando de lado as relações afetivas. Ela concretiza, possuindo a balança e avaliando o que realmente importa, podando as arestas. Não está preocupada com um companheiro ou amante. É extrovertida e gosta de atuar com parte em um grupo de colegas. Relaciona-se com um homem com quem possa compartilhar ideais, ambições, metas profissionais e lutas.
DEMÉTER: ocupa o centro dos mistérios iniciáticos de Elêuisis, que celebram o eterno recomeçar, o ciclo das mortes e dos renascimentos, no sentido, provável de espiritualização progressiva da matéria. Ela dá a luz a Perséfone, filha única, que foi raptada por Hades, e se tornou rainha dos infernos. Démeter vai aos infernos em busca da filha perdida. Mãe e filha são representadas na arte como unidas por uma ternura igual. Deméter se revela como deusa das alternâncias entre a vida e a morte, que marcam o ritmo das estações, o ciclo da vegetação e de toda a existência é a deusa da maternidade e de tudo relacionado aos ciclos de reprodução. Simboliza a profunda ligação com os ciclos dos alimentos e do crescimento. Sua energia material muito abundante. Reserva o amor para os seus filhos, com abnegação e generosidade. Segundo a interpretação psicanalítica de Paul Diel(DIES, 197), Perséfone seria o símbolo supremo do recalcamento; e os sentido oculto dos mistérios de Elêusis consistiria na descida ao subconsciente a fim de libertar o desejo recalcado( a fim de buscar a verdade sobre si mesmo)o que pode ser a mais sublime das realizações.
AFRODITE: filha do semên de Urano( o céu) derramado no mar, após a castração do Céu por seu filho Cronos( daí a lenda do nascimento de Afrodite, que surge do mar). Rege o amor e a eroticidade. Tudo relacionado à sexualidade e à relações pessoais. É a Deusa da beleza e das artes visuais. Rege a inspiração artística e o contato criativo entre os sexos. Seu lado sombra emerge nos mistérios que suscita, por estar coberta de véus. Ama o homem adulto, de forma a ser extrovertida. Sente-se feliz com relacionamentos múltiplos, mas irá casar-se conforme lhe vier. Atrai homens criativos. Admira a virilidade em um homem e seu espírito de combate.
HERA: Um dos enfeites habituais de Dioniso, verde em todas as estações, ela simboliza a força vegetativa e a persistência do desejo.É a rainha dos céus , portanto, ocupa-se do poder e da governança. Ela rege o casamento, o companheirismo e todas as funções públicas de liderança. Extremamente preocupada com a moralidade social e com a preservação da integridade na família. É extremamente forte e, pode ser considerada como a suprema extrovertida. Quer que seu homem seja sócio e companheiro.
PÉRSEFONE: filha de Zeus e Démeter, como já vimos ela representa a alternância das estações, pois passava 3 estações no inferno e uma na terra. Por isso, rege todos os contatos com o mundo avernal- o mundo espiritual dos mortos. Está em contato com poderes transpessoais superiores. Rege a mente inconsciente mais profunda, o mundo onírico e tudo que se relaciona com fenômeno psíquico. Conhece os mistérios que ninguém conhece. Tem dificuldade em entrar em contato com a realidade. Sua intuição permanece tão viva que as concretizações tornam-se assertivas.
HÉSTIA: é o arquétipo da sábia virgem. É a Deusa das lareiras. Rege a perpetuação do fogo sagrado tanto o lar como o templo, ficava santificado com a sua entrada. Ela era: “uma presença espiritual como fogo sagrado que proporcionava iluminação, calor e aquecimento para o alimento (Bolen, 19990, p.158) Héstia rege a ação das mulheres nos afazeres domésticos, colocando ordem e harmonia no aconchego do lar. Através destas atividades a mulher pode adquirir um sentimento de harmonia interior, estando assim, em comunicação com o arquétipo da Héstia. No templo desenvolve a comunicação religiosa, cultivando o silêncio e o estado de meditação.
Ref. Bibliográfica:
ARCURI, Irene(Org.). Arteterapia de Corpo e Alma. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.- (Coleção Arteterapia)
CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário dos Símbolos. 14 ed.- Rio de Janeiro: Jose Olympio, 1999.
ARTEMIS: filha de Zeus e de Latona(leto), Ártemis é a irmã gêmea de Apolo. Virgem severa e vingativa, indomável, aparece na mitologia como o oposto de Afrodite. Protetora, embora temível, por vezes, Ártemis reina igualmente sobre o mundo humano, onde preside ao nascimento e desenvolvimento dos seres.Dela fizeram uma Deusa Lunar, vagando como a Lua e brincando com as montanhas, ao passo que seu irmão gêmeo, Apolo, tornou-se um deus solar. Ártemis também está ligada ao ciclo de símbolos da fecundidade. Ártemis, uma deusa da natureza, em sua forma virgem ou indomada. Permanece próxima dos animais e da caça. Rege a vida dos instintos. Enfatiza o corpo e se volta às atividades físicas. É muito prática em suas ações. Não tem um companheiro ou um amante, está mais propensa a trabalhar na solidão. Gosta de viver perto da terra. Preciso de um estilo de vida independente. O casamento não é algo que busque, mas será tolerado se sua liberdade for respeitada. Aos olhos de certos psicanalistas, Ártemis simbolizaria o aspecto ciumento, dominador e castrador da mãe.
ATENA: deusa da fecundidade e da sabedoria; virgem, protetora das crianças; guerreira, inspiradora das artes e dos trabalhos da paz. Rege tudo que se relaciona com a civilização: a tecnologia, a ciência, as artes literárias, a educação e a vida intelectual. Para a mulher moderna, guia todos os aspectos de sua profissão. Seu lado sombra se expressa na executiva bem-sucedida que dedica o tempo todo ao trabalho deixando de lado as relações afetivas. Ela concretiza, possuindo a balança e avaliando o que realmente importa, podando as arestas. Não está preocupada com um companheiro ou amante. É extrovertida e gosta de atuar com parte em um grupo de colegas. Relaciona-se com um homem com quem possa compartilhar ideais, ambições, metas profissionais e lutas.
DEMÉTER: ocupa o centro dos mistérios iniciáticos de Elêuisis, que celebram o eterno recomeçar, o ciclo das mortes e dos renascimentos, no sentido, provável de espiritualização progressiva da matéria. Ela dá a luz a Perséfone, filha única, que foi raptada por Hades, e se tornou rainha dos infernos. Démeter vai aos infernos em busca da filha perdida. Mãe e filha são representadas na arte como unidas por uma ternura igual. Deméter se revela como deusa das alternâncias entre a vida e a morte, que marcam o ritmo das estações, o ciclo da vegetação e de toda a existência é a deusa da maternidade e de tudo relacionado aos ciclos de reprodução. Simboliza a profunda ligação com os ciclos dos alimentos e do crescimento. Sua energia material muito abundante. Reserva o amor para os seus filhos, com abnegação e generosidade. Segundo a interpretação psicanalítica de Paul Diel(DIES, 197), Perséfone seria o símbolo supremo do recalcamento; e os sentido oculto dos mistérios de Elêusis consistiria na descida ao subconsciente a fim de libertar o desejo recalcado( a fim de buscar a verdade sobre si mesmo)o que pode ser a mais sublime das realizações.
AFRODITE: filha do semên de Urano( o céu) derramado no mar, após a castração do Céu por seu filho Cronos( daí a lenda do nascimento de Afrodite, que surge do mar). Rege o amor e a eroticidade. Tudo relacionado à sexualidade e à relações pessoais. É a Deusa da beleza e das artes visuais. Rege a inspiração artística e o contato criativo entre os sexos. Seu lado sombra emerge nos mistérios que suscita, por estar coberta de véus. Ama o homem adulto, de forma a ser extrovertida. Sente-se feliz com relacionamentos múltiplos, mas irá casar-se conforme lhe vier. Atrai homens criativos. Admira a virilidade em um homem e seu espírito de combate.
HERA: Um dos enfeites habituais de Dioniso, verde em todas as estações, ela simboliza a força vegetativa e a persistência do desejo.É a rainha dos céus , portanto, ocupa-se do poder e da governança. Ela rege o casamento, o companheirismo e todas as funções públicas de liderança. Extremamente preocupada com a moralidade social e com a preservação da integridade na família. É extremamente forte e, pode ser considerada como a suprema extrovertida. Quer que seu homem seja sócio e companheiro.
PÉRSEFONE: filha de Zeus e Démeter, como já vimos ela representa a alternância das estações, pois passava 3 estações no inferno e uma na terra. Por isso, rege todos os contatos com o mundo avernal- o mundo espiritual dos mortos. Está em contato com poderes transpessoais superiores. Rege a mente inconsciente mais profunda, o mundo onírico e tudo que se relaciona com fenômeno psíquico. Conhece os mistérios que ninguém conhece. Tem dificuldade em entrar em contato com a realidade. Sua intuição permanece tão viva que as concretizações tornam-se assertivas.
HÉSTIA: é o arquétipo da sábia virgem. É a Deusa das lareiras. Rege a perpetuação do fogo sagrado tanto o lar como o templo, ficava santificado com a sua entrada. Ela era: “uma presença espiritual como fogo sagrado que proporcionava iluminação, calor e aquecimento para o alimento (Bolen, 19990, p.158) Héstia rege a ação das mulheres nos afazeres domésticos, colocando ordem e harmonia no aconchego do lar. Através destas atividades a mulher pode adquirir um sentimento de harmonia interior, estando assim, em comunicação com o arquétipo da Héstia. No templo desenvolve a comunicação religiosa, cultivando o silêncio e o estado de meditação.
Ref. Bibliográfica:
ARCURI, Irene(Org.). Arteterapia de Corpo e Alma. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.- (Coleção Arteterapia)
CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário dos Símbolos. 14 ed.- Rio de Janeiro: Jose Olympio, 1999.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
ALMA BENDITA
Minha alma tem sede de busca.
De busca tem sede minha alma.
Ela não se cansa.
Perpetua.
Insaciável é sua sede.
Uma luta sem fim.
Uma história sem começo.
Fugaz é a minha alma.
Nela repousa meu coração.
Se cala, mas reclama.
Grita, mas continua calada.
Busca, chama.
Pede por socorro.
E não descansa.
Corre, voa.
Vai até onde pode.
Chora, sorri.
Se esconde.
Sua natureza é essa.
Sua força é essa.
Até onde vai... Alma bendita?
Josiane Paraboni Outubro/07
De busca tem sede minha alma.
Ela não se cansa.
Perpetua.
Insaciável é sua sede.
Uma luta sem fim.
Uma história sem começo.
Fugaz é a minha alma.
Nela repousa meu coração.
Se cala, mas reclama.
Grita, mas continua calada.
Busca, chama.
Pede por socorro.
E não descansa.
Corre, voa.
Vai até onde pode.
Chora, sorri.
Se esconde.
Sua natureza é essa.
Sua força é essa.
Até onde vai... Alma bendita?
Josiane Paraboni Outubro/07
domingo, 25 de abril de 2010
A Importância do Trabalho Coproral no Processo Arteterapêutico
Nosso corpo revela nossa personalidade, guarda memórias e expressa nossas vontades e desejos. É a forma de expressão mais pura e verdadeira daquilo que trazemos, pensamos e sentimos no decorrer de nossas vidas, como a tela de um filme onde ficam gravadas nossas experiências, vivências, nossa história.
Segundo Reich, formamos couraças musculares a partir das experiências e traumas que vamos vivendo, enrijecendo nosso corpo e gerando bloqueios, impedindo que a energia flua naturalmente, diminuindo em consequência disso, nossa energia vital.
A diminuição da oxigenação nos tecidos por sua vez, leva a estase energética, mantenedora da tensão que mais tarde torna-se inconsciente e perpetua a neurose. Estase – termo utilizado por Reich e adotado por seus seguidores – implica numa redução da circulação sanguínea que altera a oxigenação nos tecidos, enrijecendo-os e gerando bloqueios. É o processo inicial do que Reich chamou de encouraçamento.(VOLPI, 2003,p.15)
Contudo, na medida em que nos vamos trabalhando, nos conhecendo melhor e tomando uma maior consciência corporal de nós mesmos, eliminamos as couraças e deixamos o corpo seguir seu fluxo de energia livremente. Este processo faz parte do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, onde a pessoa busca a si mesma, valorizando-se e cuidando do próprio corpo, reintegrando o seu próprio ser à totalidade: corpo, mente, energia e espírito. Segundo Lola Brikman,
O movimento constitui uma unidade orgânica de elementos materiais e espirituais que se integram numa totalidade.
(...) sua prática leva à manifestação da personalidade, a um conhecimento e uma consciência mais completos, para fora e para dentro de si mesmo e, enfim, a uma comunicação fluida, capaz de promover uma profunda transformação da atitude básica da personalidade.( BRICKMAN, 1989,p.16)
Desta forma, para que aconteça este processo de busca, de autoconhecimento e de desenvolvimento, é que o trabalho de arteteterapia vem a contribuir aliado à diversas técnicas corporais, normalmente utilizadas, durante o trabalho arteterapêutico, para que a pessoa saia do processo extremamente racional em que está, logo que chega para o atendimento, e passe para um estado maior de relaxamento e consciência corporal, deixando vir à tona no momento da expressão plástica expressiva: sentimentos, sensações e desejos que estão no inconsciente, como um verdadeiro espelho da alma, onde é refletido o conteúdo interno que está mais latente no íntimo de cada pessoa. Jung já dizia que através da expressão destes registros e conteúdos, é que podemos nos ver e nos perceber de forma diferente, retirando nossas máscaras e nos conscientizando de quem realmente somos.
Algumas das técnicas corporais que podem ser utilizadas junto ao trabalho de arteterapia são: relaxamento, yoga, biodança, expressão corporal e as brincadeiras infantis. Cada uma dessas técnicas exerce uma determinada função que seja melhor para cada caso ou situação.
O relaxamento aliado à respiração provoca um enorme bem estar, proporcionando paz e equilíbrio interno, trabalhando questões emocionais e psíquicas de uma forma tranquila e saudável.
A prática de posturas no Yoga, chamadas asanas, traz um equilíbrio físico e mental, proporcionando uma sensação de paz e leveza no corpo. De acordo com Irene Arcury, psicóloga e arteterapeuta:
Essa imobilidade corporal provoca um silêncio mental ampliando a consciência de si mesmo proporcionando um efeito extremamente calmante. (ARCURY, 2006, p.88)
A biodança e a expressão corporal promovem um contato maior consigo mesmo, expressando através do corpo: vontades, desejos, idéias e pensamentos.
Ao dançarmos, recriamos o mundo abrimos novas possibilidades, sentimos prazer e gratidão por ter nosso veículo. (ARCURY, 2006, p.90)
As brincadeiras infantis resgatam nossa criança interior resgatando a alegria de viver, nos levando de volta ao mundo da imaginação e da criatividade.
Por meio das brincadeiras, reeditamos nossa vida de forma
prazerosa. (ARCURY, 2006, p. 91)
Assim como as técnicas corporais exercem determinada função durante o processo de busca e autoconhecimento, na arteterapia, as técnicas expressivas plásticas como: o desenho, a pintura, a mandala, a argila e a colagem também desenvolvem determinado papel.
O desenho e a pintura, através dos gestos e das cores possibilitam a reestruturação do mundo interno, pois trabalha o concreto, a ação e a percepção. A pessoa expressa o que está sentindo, revelando formas, desejos e conteúdos do inconsciente, revelando-se a si mesmo, e possibilitando, uma sensação de descarga de energia, por sair do plano excepcionalmente mental indo para o concreto. Promovendo a liberdade de expressão e a revelação do próprio ser.
A mandala reorganiza nossa psique relaxando nossa mente, trazendo equilíbrio interno.
Ao pintar mandalas, a mente entra em um estado de relaxamento no qual as experiências traumáticas, os medos e as tensões podem ser transformados; seu efeito tranqüilizante concentra as energias.
( ARCURY, 2006,p. 85)
O trabalho com a argila promove uma experiência tanto tátil quanto sinestésica, pois ao seu contato, a pessoa busca sensações, modelando e expressando vivências e conteúdos internos.
A colagem permite simbolicamente a reconstrução de algo novo, o desfazer e o refazer, resignificando de uma forma simbólica, a própria vida.
Partindo desta prática e estudo, posso concluir que o trabalho corporal e a arteterapia formam juntos um grande elo no processo de busca, de autoconhecimento e transformação pessoal, pois, como já mencionamos, à medida que deixamos vir à tona conteúdos, memórias e registros internos, tomamos consciência de que o nosso corpo faz parte de um todo, e de quem realmente somos. Modificando assim, nosso dinamismo psíquico, proporcionando uma mudança interna de paradigmas e comportamentos, gerando a transformação e reestruturação do próprio ser.
BIBLIOGRAFIA:
BRIKMAN, Lola. Tradução de Beatriz a. Cannabrava. A Linguagem do movimento corporal. São Paulo: Summus, 1989.
ARCURY, Irene Gaeta. Memória Corporal: o simbolismo do corpo na trajetória da vida. 2ed. São Paulo: Vetor, 2006.
VOLPI, José Henrique. VOLPI, Sandra Mara. Reich: a análise bioenergética. Curitiba: Centro Reichiano, 2003.
Josiane Paraboni-RS - Artigo publicado nos anais do Congresso de Psicoterapia Corporal de Curitiba/2009 - www.centroreichiano.com.br
Segundo Reich, formamos couraças musculares a partir das experiências e traumas que vamos vivendo, enrijecendo nosso corpo e gerando bloqueios, impedindo que a energia flua naturalmente, diminuindo em consequência disso, nossa energia vital.
A diminuição da oxigenação nos tecidos por sua vez, leva a estase energética, mantenedora da tensão que mais tarde torna-se inconsciente e perpetua a neurose. Estase – termo utilizado por Reich e adotado por seus seguidores – implica numa redução da circulação sanguínea que altera a oxigenação nos tecidos, enrijecendo-os e gerando bloqueios. É o processo inicial do que Reich chamou de encouraçamento.(VOLPI, 2003,p.15)
Contudo, na medida em que nos vamos trabalhando, nos conhecendo melhor e tomando uma maior consciência corporal de nós mesmos, eliminamos as couraças e deixamos o corpo seguir seu fluxo de energia livremente. Este processo faz parte do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, onde a pessoa busca a si mesma, valorizando-se e cuidando do próprio corpo, reintegrando o seu próprio ser à totalidade: corpo, mente, energia e espírito. Segundo Lola Brikman,
O movimento constitui uma unidade orgânica de elementos materiais e espirituais que se integram numa totalidade.
(...) sua prática leva à manifestação da personalidade, a um conhecimento e uma consciência mais completos, para fora e para dentro de si mesmo e, enfim, a uma comunicação fluida, capaz de promover uma profunda transformação da atitude básica da personalidade.( BRICKMAN, 1989,p.16)
Desta forma, para que aconteça este processo de busca, de autoconhecimento e de desenvolvimento, é que o trabalho de arteteterapia vem a contribuir aliado à diversas técnicas corporais, normalmente utilizadas, durante o trabalho arteterapêutico, para que a pessoa saia do processo extremamente racional em que está, logo que chega para o atendimento, e passe para um estado maior de relaxamento e consciência corporal, deixando vir à tona no momento da expressão plástica expressiva: sentimentos, sensações e desejos que estão no inconsciente, como um verdadeiro espelho da alma, onde é refletido o conteúdo interno que está mais latente no íntimo de cada pessoa. Jung já dizia que através da expressão destes registros e conteúdos, é que podemos nos ver e nos perceber de forma diferente, retirando nossas máscaras e nos conscientizando de quem realmente somos.
Algumas das técnicas corporais que podem ser utilizadas junto ao trabalho de arteterapia são: relaxamento, yoga, biodança, expressão corporal e as brincadeiras infantis. Cada uma dessas técnicas exerce uma determinada função que seja melhor para cada caso ou situação.
O relaxamento aliado à respiração provoca um enorme bem estar, proporcionando paz e equilíbrio interno, trabalhando questões emocionais e psíquicas de uma forma tranquila e saudável.
A prática de posturas no Yoga, chamadas asanas, traz um equilíbrio físico e mental, proporcionando uma sensação de paz e leveza no corpo. De acordo com Irene Arcury, psicóloga e arteterapeuta:
Essa imobilidade corporal provoca um silêncio mental ampliando a consciência de si mesmo proporcionando um efeito extremamente calmante. (ARCURY, 2006, p.88)
A biodança e a expressão corporal promovem um contato maior consigo mesmo, expressando através do corpo: vontades, desejos, idéias e pensamentos.
Ao dançarmos, recriamos o mundo abrimos novas possibilidades, sentimos prazer e gratidão por ter nosso veículo. (ARCURY, 2006, p.90)
As brincadeiras infantis resgatam nossa criança interior resgatando a alegria de viver, nos levando de volta ao mundo da imaginação e da criatividade.
Por meio das brincadeiras, reeditamos nossa vida de forma
prazerosa. (ARCURY, 2006, p. 91)
Assim como as técnicas corporais exercem determinada função durante o processo de busca e autoconhecimento, na arteterapia, as técnicas expressivas plásticas como: o desenho, a pintura, a mandala, a argila e a colagem também desenvolvem determinado papel.
O desenho e a pintura, através dos gestos e das cores possibilitam a reestruturação do mundo interno, pois trabalha o concreto, a ação e a percepção. A pessoa expressa o que está sentindo, revelando formas, desejos e conteúdos do inconsciente, revelando-se a si mesmo, e possibilitando, uma sensação de descarga de energia, por sair do plano excepcionalmente mental indo para o concreto. Promovendo a liberdade de expressão e a revelação do próprio ser.
A mandala reorganiza nossa psique relaxando nossa mente, trazendo equilíbrio interno.
Ao pintar mandalas, a mente entra em um estado de relaxamento no qual as experiências traumáticas, os medos e as tensões podem ser transformados; seu efeito tranqüilizante concentra as energias.
( ARCURY, 2006,p. 85)
O trabalho com a argila promove uma experiência tanto tátil quanto sinestésica, pois ao seu contato, a pessoa busca sensações, modelando e expressando vivências e conteúdos internos.
A colagem permite simbolicamente a reconstrução de algo novo, o desfazer e o refazer, resignificando de uma forma simbólica, a própria vida.
Partindo desta prática e estudo, posso concluir que o trabalho corporal e a arteterapia formam juntos um grande elo no processo de busca, de autoconhecimento e transformação pessoal, pois, como já mencionamos, à medida que deixamos vir à tona conteúdos, memórias e registros internos, tomamos consciência de que o nosso corpo faz parte de um todo, e de quem realmente somos. Modificando assim, nosso dinamismo psíquico, proporcionando uma mudança interna de paradigmas e comportamentos, gerando a transformação e reestruturação do próprio ser.
BIBLIOGRAFIA:
BRIKMAN, Lola. Tradução de Beatriz a. Cannabrava. A Linguagem do movimento corporal. São Paulo: Summus, 1989.
ARCURY, Irene Gaeta. Memória Corporal: o simbolismo do corpo na trajetória da vida. 2ed. São Paulo: Vetor, 2006.
VOLPI, José Henrique. VOLPI, Sandra Mara. Reich: a análise bioenergética. Curitiba: Centro Reichiano, 2003.
Josiane Paraboni-RS - Artigo publicado nos anais do Congresso de Psicoterapia Corporal de Curitiba/2009 - www.centroreichiano.com.br
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